Meu Diário
22/10/2008 17h26
Cansaço

Ah, esta hora que não passa!


Hoje estou por deveras cansada. Ontem trabalhei até as 20 horas. Levei um tempão pra chegar em casa. E ainda por cima, a bela Michelli queria  passear, queria colo, queria chamego. Até ir dormir foi um tempão.


 


Levantei cedo e fui pra Osasco. A Mudança foi feita. Tudo no lugar. Voltei p’ro escritório. Almocei. Tempo quente. Fico bocejando a cada dois minutos. Já estou com dor no maxilar. E o tempo não passa!


 


Quero ir p’ra casa. Tomar um longo banho. E depois, dormir. Dormir o sono dos justos. Daqueles que trabalham arduamente para ganhar a vida. Nada de mordomias. Nada de alguém fazer as coisas por você. Não sirvo pra ter serventes. Prefiro servir a mim mesma.


 


Em minha frente, janela panorâmica. Vejo os prédios, as nuvens, o tempo lá fora. Mas não vejo a vida passar – vou com ela. Agarrei-a pela cauda e sigo avante. Adiante sempre. Assim que deve ser.


Publicado por Fátima Batista em 22/10/2008 às 17h26
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23/09/2008 13h03
Imposição

 


 


Por vezes, tentam te impor vontades. Cabe a você escolher.


Não gosto de impor nada a ninguém. Na verdade, não gosto nem mesmo de fazer sugestões. Prefiro recebê-las, filtrá-las, escolhê-las.


 


Muitas vezes isso me diferencia dos grupos. Não queira me fazer ir a um restaurante que não gosto somente para ter companhia. Não vou. Prefiro comer sozinha onde a comida me apetece. Não como nada que não me agrade somente para estar em grupo. Então, da mesma forma não tento fazer ninguém ir aonde não queira.


 


Não dou palpites na vida dos outros. E não aceito na minha. Prefiro sentar em um banco vendo o tempo passar, sentindo o vento, observando as pessoas que passam que ter um bate-papo sem fundamento com um grupo de pessoas.  Prefiro sim, os bate-papos amigáveis, entre amigos, ou até mesmo simplesmente colegas, mas não gosto de bobo da corte.


 


Hoje, sai para almoçar com um grupo. No meio do caminho, o bobo da corte resolveu mudar de lugar. Queria comer em mesas na calçada, com este frio, mas onde ele pode ser visto e apreciado. Fui contra, mas numa boa. Expliquei que em lugar aberto, a comida esfria, etc, etc. Ah, então vamos no “Frango”. Prato feito. E a cada mudança, todos concordavam, sem vontade própria. E já iam para o lado. Ok, vou comer no self-service, vulgo kilão, onde escolho o que quero, e como quente. – Ah, mas assim não dá!


- Dá sim, vocês vão para o “Frango” e eu vou para o “Belo”. E assim fiz. Comi o que quis, sossegada, sem ninguém falando em cima do meu prato, apreciando a vida.


Publicado por Fátima Batista em 23/09/2008 às 13h03
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19/09/2008 09h24
Estilo

 


 


Você tem estilo? Bem, eu penso que tenho. Ou pensava, até ontem.


Costumo dizer que meu cabelo é um alien que se instalou na minha cabeça quando a cegonha varava as nuvens para me trazer. Ele tem vida própria, vontade própria, uma rebeldia nata de todo cabelo encaracolado.


 


Saio à rua, e à menor brisa, lá está ele em pé. Olho para as pessoas e os fios de cabelo não saem do lugar. Os meus, em compensação, entram pelos olhos, boca, nariz, ouvido, e sobem como um tornado.


 


Você pensa que tenho problemas com isso? De maneira alguma. Não perco meu tempo esticando, alisando, fazendo chapinha, nada! Prefiro assim. Sempre pensei que era uma faceta do meu comportamento rebelde. Até ontem!


 


Tenho sob minha hierarquia no trabalho, três garotas. Pós-adolescentes. Até ai, tudo bem? Meu trabalho anterior era coordenando um grupo de vinte e cinco pós-adolescentes. E sempre que vou com o cabelo preso, elas reclamam. Até ai normal também, porque isto sempre aconteceu em muitos lugares. Acho engraçado este dom que as pessoas têm de dar palpite em coisas pessoais de terceiros. Jamais dou minha opinião sobre algum assunto sem ser solicitada. Mas estou acostumada. Sei que, como meu cabelo, sou meio alien também – ou seja, diferente!


 


Então, como eu dizia, ontem as jovens garotas falando sobre cabelos, e lógico o meu estava no meio me surpreenderam! Elas me disseram que se tivessem cabelos como os meus usariam mais alto, mais espetado, colocariam faixas para suspendê-los, pintariam de vermelho! Fiquei espantada! Sempre pensei que meu cabelo já fosse algo chamativo, mas as garotas o fariam mais ainda!


 


Achei que estavam de gozação! Mas hoje, ao caminhar pela rua onde trabalho, fui prestando atenção nos estilos. E não é que o povo levanta mesmo os cabelos! Espetam, pintam de vermelho, de amarelo, etc, etc. Ri. Ao passar pelas portas de vidro, vi meu reflexo. Entrei no elevador, levei os dedos aos cabelos e dei uma levantada nos cachos.


 


Lógico! E por quê não! Vamos ter um pouco mais de estilo!


Publicado por Fátima Batista em 19/09/2008 às 09h24
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16/09/2008 14h17
Circularidade

 


 


Seria a vida um looping?


Ontem fui novamente para Osasco. Pelo visto esta pequena viagem terá certa regularidade. Abrimos um escritório lá, por proximidade com um cliente.


 


Na semana passada, quando fui para lá, errei alguns caminhos. Talvez pela emoção da volta. Ontem, foi diferente. Olhando friamente para a cidade, se é que é possível, não bateu mais ele quê de saudade no peito. Mas mesmo assim, não posso negar – mexe comigo.


 


Acho que a gente tem muito disso na vida. Depois de um longo tempo, voltei a trabalhar em São Paulo. Voltei a fazer profissionalmente, coisas que gosto. Que sei fazer com domínio. Isto me deixa profundamente feliz. Voltei ao contato com pessoas diferentes entre si, diferentes do meio, de cultura. Deixar o ABC um pouco para trás fará bem para mim.


 


Sou meio solitária. Gosto desta solidão imposta pela multidão. Esta solidão de se ter milhares de pessoas à distância de um braço, e, no entanto você ser único. Às vezes você vai na mesma direção, para na mesma esquina, espera os mesmos minutos, ouve as conversas do lado, mas mantém este distanciamento, este anonimato tão próprio de São Paulo. Gosto disso! Outras vezes, pára do lado, sorri, diz um oi e continua. Milhares de pensamentos abrindo caminhos distintos neste universo, e, no entanto sem se tocar.


 


Gosto de me misturar em meio a esta multidão. Gosto do anonimato. Deste quê de mistério que a vida nos impõe no desconhecido. Percebo que todo o tempo fora deste universo me fez falta. Só agora percebo isto. Mais uma descoberta quando você pensa que o tempo de descobertas passou há muito tempo.


 


Bom, no pós almoço, meio com sono, meio desperta, nesta tarde nebulosa, cinzenta e fria, deixe-me retornar ao trabalho, porque afinal de contas, o trabalho dignifica o homem e envelhece a mulher!!


Publicado por Fátima Batista em 16/09/2008 às 14h17
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25/01/2008 01h12
Escolha e Curiosidade

Você deve estar se perguntando por quê tirei meu site do ar por tanto tempo.


Bem, aqui faço o que quero. Só não ofendo por política do Recanto e por índole, mas digo o que penso, o que quero, o que sinto. Afinal, sou livre para isso.


Tirei do ar por um tempo para ver até onde iría a santa curiosidade. Verdade! E descobri, entre muitos risos que a animação – ou seria o ânimo das ações – ficou em alta por isso. Bem, cá está novamente no ar o meu site. Divirta-se!


Ah, e se você pensa que por ser “espiritualizada” está acima de qualquer um, engana-se: no final, vamos todos para debaixo da terra! Hahahahahaha


Publicado por Fátima Batista em 25/01/2008 às 01h12



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