Meu Diário
28/10/2007 02h38
Será pura imaginação?
Ou estou captando nuances de insegurança?

O ser humano é por natureza, inseguro. Mesmo no auge da felicidade vem sempre uma perguntinha: quanto tempo irá durar?

Se acontece alguma coisa errada, pergunta: O que ainda resta acontecer?

 

Quando a sementinha da insegurança é plantada, não adianta - ela germinará. E nas mentes mais fracas, tomará vulto. Mesmo para aqueles especialmente desenvolvidos, ela crescerá aos poucos.

 

É a mesma coisa que dizer: onde há fumaça, há fogo. Então, se alguém procura notícias sobre outrem, significa que a lembrança está ativa. E se este mesmo alguém fica, não diria incomodado, mas alerta à qualquer sinal de outrem, significa que esta lembrança é peremptória.

 

Seria minha imaginação dizer que:

 

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Você me mantém em seus pensamentos apesar de jurar de pés juntos que não?

Veja bem - este VOCÊ é genérico. Generalizado. Não pense que estou dizendo que - na verdade, tenho certeza que!

Preocupa-se com o que faço?

Preocupa-se por onde ando?

Com quem ando?

Liga para meus amigos por números de telefone que te dei há muito, muito tempo?

Quer saber notícias minhas?

Então,

sinto informar mas,

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Você

NÃO

ME

ESQUECE!!!!!!!

Publicado por Fátima Batista em 28/10/2007 às 02h38
 
11/10/2007 06h56
A vida não é assim


Quem eu posso ser além daquilo que nasci?
Recriar. Associar. Complementar. Tentar melhorar a cada dia, mas para mim mesma.
Olhar-me e sentir que sou o que quis ser. Se não na totalidade, mas pelo menos sem a perda tão comum dos próprios sonhos e da própria essência.

Posso crescer a cada dia, ou simplesmente sentar e ver a vida passar. A vida não é igual nem para mim nem para você. Posso amar ou odiar, apesar de preferir sem questionamentos, sempre amar.

Amar mesmo que não haja retorno. O retorno cabe a mim mesma criá-lo. Não viver de migalhas, mas aproveitar cada uma delas, mesmo que sejam um simples complemento da alimentação principal.

A vida não é igual. Sim, não é, porque se assim o fosse não haveria novidade, nem dor, nem alegria. Seria um simples marasmo.

Sinto saudades de tantas coisas. Algumas vezes a doer o peito, outras tantas a alegrar por te tido tanto a viver. Por ter me arriscado, por ter criado, por ter amado, por ter chorado - enfim, por ser quem sou. E tentar a cada dia, fazer da vida uma grande diferença. Mesmo que a relização não venha, mesmo que fique muito tempo perdida, jogada ao solo, saber que valeu a pena.


Publicado por Fátima Batista em 11/10/2007 às 06h56
 
07/10/2007 23h29
Onde está este criminoso?


No dia 7 de setembro, uma pessoa muito querida, que faz parte do meu dia-a-dia sofre um acidente.

Eram dez horas da noite e ele voltava para casa de bicicleta. Feriado, trânsito tranquilo. Foi atropelado. O motorista bateu na bicicleta por trás, jogou-o à distância e foi-se. Sabe-se lá para onde. Para os quintos dos infernos.

A bicicleta se partiu em duas. Seu braço em três. A bicicleta ficou jogada ao chão. Ele apoiou seu braço, ajeitou a mochila nas costas, recolheu os documentos  espalhados no chão, e caminhou por dois quilômetros, ladeira a cima, em busca de socorro. Graças á humanidade de pessoas em uma pizzaria, veio uma ambulância e o levou para o pronto-socorro. Não quis levar para o hospital do convênio. Não1 Ele era motorista do Estado, e portanto teria que levar para o Estado.

A uma hora da manhã do dia 08 fui chamada para ir pegá-lo no hospital. Em São Bernardo do Campo. Não sabia ao certo onde era. A rua não constava no guia, já velho. Consegui achar o endereço e o levei para casa. Mostrou-me a radiografia. Vi o úmero separado em três! Pensei em sair procurando um hospital, mas já eram três horas da manhã, e além de tudo estava medicado, sonolento e com o braço no gesso.

Dia seguinte, logo pela manhã, peguei-o e levei para um hospital do convênio em Santo André. Num olhar superficial para as radiografias o médico já disse ser necessário uma cirurgia.
Mas o interessante é que o atendente do Pronto-socorro havia dado uma guia de encaminhamento para ele ir, no dia seguinte, sábado, para outro hospital do Estado. Liguei para o dito hospital e a atendente me disse que só poderia ser atendido na próxima terça-feira!

Bom, na noite do dia 08/09 sofreu a primeira cirurgia. No dia 28 sofre a segunda. Infecção. Corria o risco de perder a primeira cirurgia, onde foram colocados duas talas de titânio (?) e dez parafusos! Desde então, está no hospital. Não pode sair por causa dos antibióticos. Já está afastado do trabalho há 30 dias.

E o cara que o atropelou? Será que este criminoso tem a mínima noção do que fez? Será que tem noção que outra pessoa está afastada há um mês do trabalho? que pode perder o emprego? Que correu o sério risco de perder o braço? Que poderia ter perdido a vida? Onde está este criminoso? Agora, o mais intrigante de tudo é que no exato local do acidente, tem uma câmera radar, onde se você passar de 70 será multado? Pra multar precisa câmera, e pra livrar pobres inocentes de motoristas assassinos não tem? Que cidade é esta? que país é este?

Fica aqui a minha revolta e o meu desejo que este motorista encontre um destino bem à altura do que ele fez!


Publicado por Fátima Batista em 07/10/2007 às 23h29
 
20/08/2007 17h39
Vinho ou café?

 


Bom, dúvida cruel. Gosto de café forte, meio amargo, exatamente como se toma na minha terra. Tanto faz frio ou calor, o café é sempre bem vindo. Gosto de café no meio da tarde. Mas tem que ser “fresco”! Nada de café requentado. Feito na hora! Tem que ser assim.


 


Bem, ai você pergunta: E o vinho? Sim, o vinho está na minha escala de preferências no mesmo patamar que o café. Branco ou tinto. Seco. Tem que ser encorpado. Gosto forte.


 


Já percebeu, não? Gosto de sabores fortes. Nada que possam ser suplantados. De uma certa forma, coloco isto nas minhas escolhas pessoais. Tenho paixão pela personalidade bem definida. Por gente que sabe porquê está aqui nesta vida. Não pense que me magoam as pessoas que me dizem não. Muito ao contrário! Eu as respeito. Não se pode dizer sim o tempo todo.


 


Gosto da busca. Da procura. Da luta, da dificuldade. Do sabor forte de uma vitória. Mas também não desprezo o gosto amargo da derrota. É nela que enriquecemos nossas vidas. E não importa a distância, o saber sem retorno, o conhecimento do acabado, destruído, porque, se deixou marca, significa que foi bom. Que merece saudade. Que merece ser lembrado, nem que seja em todos os dias, em todas as horas da vida.


 


Já ouviu dizer que infeliz é aquele que não tem motivos pra sentir saudades? Pois é! Só é capaz de deixar saudades quem realmente valeu a pena. Só o amor deixa saudade. Nada mais. Não sentimos saudades de dor, de café fraco, de vinho São Roque, de comida sem sal, de berinjelas, mas sentimos saudades de beijos quando são únicos, quando são feitos somente para duas bocas. Quando sabemos que ao beijar outra boca, o gosto não será o mesmo. Sentimos saudades de café forte de fim de tarde, de vinho branco seco tomado a dois.


 


Nesta minha vida morro a cada dia de saudade! Saudade de tanta gente, de pessoas especiais, de olhares por sobre a borda do copo, de toques sobre a mesa, da magia de primeiros encontros, mas, mesmo assim, se o bom Deus o permitir, viverei 100 anos. Que seja com muita saudade, porque somente assim saberei que terá valido a pena viver.


 


A cada dia que acordo, o meu pensamento voa sobre mares nas asas do vento. Encontra pessoas. Pessoas que eu amo, que jamais deixarei de amar em qualquer dia de minha vida. Pessoas que estarão sempre no meu coração. Pessoas, que por vezes, tenho uma vontade imensa - que chega a doer – de re-encontrar. Pessoas que, a não ser por algum milagre, não voltarei a ver. Mas isto não me torna infeliz. Ao contrário. Mostra-me que minha vida foi, é e será sempre gratificante.


Publicado por Fátima Batista em 20/08/2007 às 17h39
 
24/07/2007 00h34
Naquele vôo estava faltando ele...
Anos atrás quando o caiu o avião da TAM sobre o Jabaquara, muitos amigos meus tiveram sobressaltos. Explicação: fazia 3 ou 4 meses que eu vivia entre Rio e São Paulo. Na realidade, dois ou três dias antes estivera naquele vôo. Naquele mesmo avião. No dia anterior eu voltara do Rio, e naquela fatídica manhã trabalhava no escritório em S. Paulo quando o telefone começou a tocar, e tocou o dia todo. Uma amiga disse tempos depois que não me ligou por puro medo. Não viu TV para não correr o risco de me ver lá.

Uma semana depois, meu chefe me ligou e disse graciosamente: “tenho duas péssimas notícias para você! Primeira – você irá para o Rio amanhã. Segunda – Você irá de TAM!” A primeira se referia a minha pouca vontade de ir ao Rio. Não pelo Rio, que adoro, mas pela situação na empresa. Sempre que ia para lá era “bucha” na certa. Quanto à segunda, bem, foi algo de mau gosto. No dia seguinte estava eu lá, à bordo, rezando e transpirando. Nunca passei tanto medo.

Bem, há uma semana atrás passei medo novamente. Tenho um amigo muito querido que está sempre a bordo de aviões. Principalmente em vôos que partem de Porto Alegre. Da mesma forma que minha amiga anos atrás, também tive medo de ligar. Tive medo de constatar que ele estivesse naquele vôo. Bem, não estava – naquele vôo estava faltando ele. Sinto imensamente pelos demais, pelas famílias, enfim, por todos os envolvidos, mas agradeço à bondade divina que não o colocou naquele vôo.

Publicado por Fátima Batista em 24/07/2007 às 00h34



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