Meu Diário
21/06/2007 00h26
Aniversário
Ontem, 20 de junho fez um ano que falei com um amigo pela última vez.
Lembro-me de ter ligado para perguntar se poderia enviar um livro – antologia. A primeira da qual eu tomava parte.

Meio a contragosto ele disse que sim. Mandei-lhe o livro e não mereci sequer um comentário sobre o mesmo. Vi que ali se encerrava uma etapa importante de minha vida. Um amigo que partia pra não mais voltar. Deixou saudades. Muitas saudades que até hoje batem aqui. Ficarão para sempre.

Não se tira um amigo do coração com um simples puxar de mão. Sentimentos são sagrados e permanecem por muito tempo. As vezes para sempre.

Senti a falta de consideração por nem sequer merecer um comentário sobre o livro. Depois percebi que talvez não fosse tão importante assim para um amigo, saber que eu tinha minhas poesias publicadas numa simples antologia. Tempos depois soube que ele jamais leu o livro.

Fora-se com o vento para não mais voltar. Fora para o esquecimento.

Hoje estive pensando que um ano se passou. Outros livros vieram. Outros amigos também. Mas ficou um gosto amargo na boca a passagem daquele vinte de junho.

Publicado por Fátima Batista em 21/06/2007 às 00h26
 
10/06/2007 22h04
Perspectivas
QUARENTA horas sem dormir!
Insônia? Não. Na verdade, trabalho.
Não estou cansada. Nem um pouco. Simplesmente percebo que o sono já se instalou. Acordei ontem às seis horas da manhã e depois disso não mais sei o que é dormir. Aliás, não sei nem o que é cama, quanto mais dormir.

Tudo bem, já estou meio grogue, mas cansada não. Não sei nem se ao terminar este texto não estarei eu, dormindo sobre o teclado. Babando e quem sabe roncando. Não! Aí já é demais né? Babar e roncar? Pelo amor de Deus!

Dizem que quando somos empregados, somos escravos dos outros, e que quando temos nosso próprio negócio, somos escravos de nós mesmos. Prefiro assim. Sei quando devo parar. Agora por exemplo: Fátima, já pra cama!

Ainda não! Tenho muito que escrever ainda hoje. Preciso esvaziar a mente. Relaxar. Tomar um banho. Dar vazão a alguns sonhos. Pensar sobre as últimas 40 horas.

Só posso dizer que trabalhar, mesmo sendo domingo, mesmo sendo feriado prolongado, é gratificante. Porque você vê os resultados. Você colhe os resultados.

Hoje fiz a entrega de um projeto de quarto em patchwork. Modéstia a parte, ficou ótimo! Bem, sou economista, sou administradora, mas tenho nas veias um quê de artístico e amo trabalhos manuais. E quando você vê a futura mamãe olhando para o quarto de seu futuro rebento feliz da vida, ficar feliz é pouco. Fico feliz sim, quando termino um trabalho. E fico feliz em saber que as perspectivas são muito boas, mesmo você tendo 44 anos, e muita gente acreditando que você está velho para o que quer que seja.

E viva a meia idade. O importante é encarar todos os dias com muita alegria, muito tesão de viver, e sempre com a cara e a coragem, porque o mundo é grande, oportunidades existem, estão aí para serem exploradas, e mesmo que “o trabalho enobreça o homem e envelheça a mulher” vou continuar trabalhando, sempre! E sendo feliz também! Mesmo depois de QUARENTA horas sem dormir!!!

Publicado por Fátima Batista em 10/06/2007 às 22h04
 
29/05/2007 21h36
Acaso e Transparência
Fico as vezes pensando no acaso. Lembro-me de uma época em que gostava de fazer trocadilho entre ocaso e acaso... e se por acaso no ocaso eu te encontrar... rsrsrs
Isto foi a anos luz atrás.

Hoje, se por acaso eu te encontrar, não te reconhecerei. Geralmente isto acontece. Passa um tempo e você percebe que não reconhece mais a pessoas com quem conviveu. Não é porque não reconhece mais, e sim porque nunca conheceu.

Isto me ocorreu inúmeras vezes na vida. Não mais reconhecer alguém. Ou em outras palavras, ter me enganado com alguém. Muitas e muitas vezes.

Sou tão putamente transparente. Todas as pessoas que me conhecem sabem o que esperar de mim. Sabem como serei a tarde, a noite, amanhã, mês que vem. Sempre digo que sou plural. Plural dentro de uma única pessoa, mas jamais duas caras. Jamais falsidade. Jamais alguém que não sou. Sou o que sou. Mesmo que apanhe, mesmo que me arrebente, sou sempre a mesma pessoa. Se não gostar de algo, você saberá. Se gostar, também saberá.

E se por acaso no ocaso de novo eu te encontrar, olhe para o lado, pois sei que não será você e não te reconhecerei...

Publicado por Fátima Batista em 29/05/2007 às 21h36
 
24/05/2007 00h28
Amor de mentira
Um dia pensei que amava. Sofri, chorei. Muitas coisas perdi.
Então, descobri, meio tarde, meio cedo, que nunca tinha amado.
Descobri que o que pensara ser amor, não passava de pequenos fragmentos, de restos deixados por alguém egoísta, centrado em si mesmo. Percebi que amara somente por mim mesma, e que também, não tinha sido um amor tão grande.

Passou-se muito tempo, muita coisa aconteceu, e aos poucos fui descobrindo que amar é partilhar, desviar sua atenção de coisas mundanas e centrar naquele amor. Fazer da tua vida um motivo pra ser feliz, e não o motivo pra se perder.

Muito na vida perdi por enganos, terríveis enganos cometidos. Perdi-me por pouco. Tive pouco e me contentei com pouco. Tive nada e me contentei com nada. Tive restos e me contentei com restos. Mas nesta metamorfose aprendi a exigir da vida o meu legado. O que realmente eu mereço. E eu mereço ser feliz, e estou construindo, não sozinha, na companhia do homem amado, a minha própria felicidade.

“Nem sempre Narciso acha feio o que não é espelho!” Aprendi muito com isso. Aprendi muito olhando as flores na beira do rio. Olhando as águas que correm para o mar. Ah, mar! Sempre amar! Esta é minha lei. Vou amar sempre, sempre e sempre. Vou me doar à pessoa amada sempre. Vou partilhar sempre, e vou sempre tirar o melhor do amor. Não quero mais migalhas, egoísmo e pouco amor. Quero tudo, e tenho tudo e mais um pouco.

Amor de verdade. É assim que a vida deve ser.

Publicado por Fátima Batista em 24/05/2007 às 00h28
 
23/05/2007 00h45
Renovada
É possível você se descobrir com 18 anos tendo 44? Loucura?
Talvez. Bem, não sei. Acho que loucura sim.
Rsrsrs Sinto-me com 18 anos. Talvez até um pouquinho menos.
E o que faz com que isso aconteça? Segredo! Segredos de Fátima. Rsrsrs

Bem, tenho trabalho em excesso, como sempre. Há menos de um mês abri um estande no Extra Anchieta e semana passada abri outro no Extra Tietê. Tenho me revezado entre os dois, e também a loja e o atelier.
E ainda sobra um tempinho para outras coisas. As coisas boas da vida. Os amigos, por exemplo. E as traquinagens. Rsrs O que seria de nós sem traquinagens? Sem paixão? Sem brilho nos olhos?

Hoje tivemos uma reunião meio chata entre os expositores – nada de mais, só pra controlar funcionários. Se é que posso chamar a menina que começou comigo há menos de uma semana de funcionária ainda! Bem, na verdade, é sim.

Depois, sai de lá e fui “passear”. Nada como passear a noite, mesmo que sem lua, mesmo que nublado e com garoa. Nada melhor do que chegar num lugar quentinho, onde se é bem vinda, onde se sente em casa.

Depois dirigir. Amo dirigir. Sempre gostei. Dirigir me faz bem. Solta minha mente. Penso em tudo. Penso que amar vale a pena. Sempre.

Publicado por Fátima Batista em 23/05/2007 às 00h45



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