Textos

Cárcere
Passos caprichados
Achatados de tanta espera
Sem saída, sem partida
Sem janela, porta ou taramela

Passos
Apoiados joelhos dobrados
Reflexos retardados
Lábios molhados
Em nós atados

Equilíbrio no som da
Palavra não dita e ouvida
Que não espera e não crê
E não vê e não lê
E se deixa perder

Página em branco outrora
Tão composta, duplicada
Desfolhada até o amanhecer
Desfigurada de forma e
Sentido
No peito batido
No olhar perdido
Do beco sem saída.
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 18/06/2010
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