Máfia da Moda
Hoje falei da máfia do chocolate, então, porque não meter o pau na máfia da moda?
Domingo a noite. Depois de zapear entre inúmeros canais, e de ver pedaços de filmes repetidos por ai a fora, volto ao Fantástico, que de fantástico não tem mais nada. E lá vejo dona Gloria Calil a falar de moda. Minha opinião sobre o entender de moda desta senhora, deixo para depois.
Lembro-me de um livro dela, onde combinava um terno feminino na capa com um tenebroso sapato vermelho. Este foi meu primeiro contato com a “especialista” em moda. Fiquei horrorizada. Não li o livro. Como dizem por ai, “não li e não gostei!” Só de ver aquele sapato vermelho já fiquei sem vontade de ler o tal livro.
Ao longo dos anos venho vendo a senhora falar que você deve usar pulseiras pequenas com brincos pequenos, sapatos pretos com roupas pretas, bolsas pequenas para festa, bolsas alegres para o dia. Ai, passa um tempo e ela mistura tudo: bolsa grande numa festa com sapatos vermelhos e colares de bolotas. Hoje ela falava em usar quatro pulseiras pra ir numa balada, e durante o dia, duas pulseiras, grandonas, uma em cada braço. E detalhe, de terninho chiquetérrimo preto.
Como é que pode, a cada ano, as pessoas da moda enfiarem goela abaixo do consumidor o seu parecer sobre o que é elegante e o que não é. Não entendo esta coisa de que o que é bonito neste ano não pode ser no próximo ano. Então quer dizer que a roupa que compro agora não deve mais ser usada no ano que vem? Danou-se! Definitivamente não tenho dinheiro pra trocar o guarda roupa todo ano! Então, Dona Gloria Calil, vou continuar fazendo minha própria moda como sempre fiz – usando aquilo que me agrada e ignorando completamente os super, hiper, bem entendidos da moda!
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 14/09/2008
Alterado em 23/04/2026