Meu Diário
20/07/2020 00h12
Quarentena

Ela continua. Infindável!

Fico pensando em pessoas que a muito não fazem mais parte da minha vida. Pra ser bem sincera, nem quero mesmo! E aqui pinta uma bruta vontade de rir.

Como podemos ser tão bobos quando somos mais jovens.

Como mesmo percebendo uma mentira, deixamos passar em prol do dito amor?

Ainda bem que essas tolices ficaram a muito para trás.


Publicado por Fátima Batista em 20/07/2020 às 00h12
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22/05/2020 01h20
Madrugada

Mãe de Deus!

Faz um ano que não venho aqui, Outros interesses, outras tarefas.

E agora, em meio à quarentena, tenho uma nova tarefa, e estou ansiosa!

Ansiosa para voltar a escrever.

Gosto disso. Há muito não tinha essa sensação de conteúdo. Hoje tenho novamente, então recomeço pelo meu diário.

São 1h22 do dia 22/05/2020, está passando Mad Max: Além da Cúpula do Trovão, filme de 1985 - 35 anos... Mas  o foco não é o filme - foi só um desvio. O foco é escrever!

E eu voltei!


Publicado por Fátima Batista em 22/05/2020 às 01h20
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13/10/2011 20h30
A escolha

 

Sempre corri.
Corria p'ra casa. P'ro trabalho. Corria p'ra escola. Corria p'ra namorar. Corria p'ra ser feliz.
Fazia tudo correndo. Andava correndo, comia correndo, estudava correndo, fazia compras correndo, falava com amigos correndo.
E quando não havia um lugar p'ra correr, ou algo p'ra fazer correndo, ficava perdida. Se estava parada, sem mais nem menos vinha aquela insegurança de que havia deixado algo para trás sem fazer, ou que fizera algo errado, provocando um lapso de tempo entre uma corrida e outra.
Sem perceber, parei de correr. Reduzi o passo.
Ai sim, percebi, o tempo que perdera, correndo para fazer coisas, ver coisas, conseguir coisas. Corria tanto que ficava sem fôlego para analisar se tinha um bom motivo para correr.
Hoje, antes de sair a passos largos, penso se preciso chegar antes, primeiro, ou se o quinto lugar pode ser mais interessante. Paro e me deixo ser escolhida. Percebi que há um prazer imenso em ser a escolha, e não em escolher. Quando escolhemos, podemos pegar algo que não nos quer, porém quando se é escolhido, com certeza somos a opção suprema do agente escolhedor, que ficará imensamente feliz com nosso aceite.

 


Publicado por Fátima Batista em 13/10/2011 às 20h30
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28/05/2011 22h38
Re-encontro

Hoje falei com uma pessoa que não vejo há cinco anos. Cinco anos! Muito tempo. Mas falar com esta pessoa, ouvir sua voz, foi perceber que o tempo não passou, pelo menos no que diz respeito a sentimentos, emoções. Fiquei o resto do dia a sorrir. Sorrir com os olhos. Sorrir com a alma.

 

Sem mais nem menos cinco anos eram nada. Peguei-me sorrindo às gargalhadas ao telefone. De novo ouvi minha voz. Sim, porque quando falamos o comum, não ouvimos nossa própria voz. Tudo é automático. Desta vez não. Ouvi minha voz, alegre, feliz. Eu me ouvi!!! Então percebi que há cinco anos não sorria, não sorria de verdade, com o coração, com a alma. 

 

Este telefonema me fez um bem enorme.


Publicado por Fátima Batista em 28/05/2011 às 22h38
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03/08/2010 18h40
Noitinha
Estou aqui, pensando. Olho pela janela de vidro de minha sala e vejo a fábrica a se descortinar à minha frente. Vejo o movimento dos operários. Vejo as pequenas plantas no batente da janela. Vejo o motorista que pega a vassoura e varre o chão da fábrica.
Você deve estar pensando – enquanto todos trabalham, ela está em lazer escrevendo? Negativo! Estou pensando. Sou paga pra pensar. E isto eu sei fazer. Faço bem! Entre outras coisas, mas pensar talvez seja o que faço de melhor.
O Plástico bolha é cortado longitudinalmente p`ra encobrir a máquina que está de partida. A chinesa me chama no skype – quer saber se já pode embarcar as peças.
 
Comecei a escrever este texto há dois meses. Tantas coisas aconteceram neste curto espaço de tempo. Agora são 18:35 e pelo vidro da janela não consigo ver a fábrica. Está às escuras. Todos já foram para casa e aqui continuo, “escrava que sou do trabalho” – escrevi isto há 5 (cinco) anos. E continuo escrava. Meus pensamentos agora são outros. O amor permanece o mesmo. Imutável. Pela mesma pessoal, mas com suavidade. Já não dói. Mas lá está. E lá ficará como eu sempre soube. Lá ficará para sempre. Quem sabe um dia os caminhos sejam retomados. Não sei mais nada. Não há dor, não há tristeza, simplesmente a certeza que para mim, amor não poderia ser por tabela, tinha que ser por inteiro.
 
Mas voltando à minha janela escura. Lá estão os vidros, agora espelhados pelo escuro da fábrica. Só me restam 30 dias. E depois não verei mais estes vidros, estas pessoas. Irei para outro lugar, outra paisagem, outra forma de pensar.
 
Tudo na vida é um eterno renovar.

Publicado por Fátima Batista em 03/08/2010 às 18h40
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