Meu Diário
16/09/2008 14h17
Circularidade

 


 


Seria a vida um looping?


Ontem fui novamente para Osasco. Pelo visto esta pequena viagem terá certa regularidade. Abrimos um escritório lá, por proximidade com um cliente.


 


Na semana passada, quando fui para lá, errei alguns caminhos. Talvez pela emoção da volta. Ontem, foi diferente. Olhando friamente para a cidade, se é que é possível, não bateu mais ele quê de saudade no peito. Mas mesmo assim, não posso negar – mexe comigo.


 


Acho que a gente tem muito disso na vida. Depois de um longo tempo, voltei a trabalhar em São Paulo. Voltei a fazer profissionalmente, coisas que gosto. Que sei fazer com domínio. Isto me deixa profundamente feliz. Voltei ao contato com pessoas diferentes entre si, diferentes do meio, de cultura. Deixar o ABC um pouco para trás fará bem para mim.


 


Sou meio solitária. Gosto desta solidão imposta pela multidão. Esta solidão de se ter milhares de pessoas à distância de um braço, e, no entanto você ser único. Às vezes você vai na mesma direção, para na mesma esquina, espera os mesmos minutos, ouve as conversas do lado, mas mantém este distanciamento, este anonimato tão próprio de São Paulo. Gosto disso! Outras vezes, pára do lado, sorri, diz um oi e continua. Milhares de pensamentos abrindo caminhos distintos neste universo, e, no entanto sem se tocar.


 


Gosto de me misturar em meio a esta multidão. Gosto do anonimato. Deste quê de mistério que a vida nos impõe no desconhecido. Percebo que todo o tempo fora deste universo me fez falta. Só agora percebo isto. Mais uma descoberta quando você pensa que o tempo de descobertas passou há muito tempo.


 


Bom, no pós almoço, meio com sono, meio desperta, nesta tarde nebulosa, cinzenta e fria, deixe-me retornar ao trabalho, porque afinal de contas, o trabalho dignifica o homem e envelhece a mulher!!


Publicado por Fátima Batista em 16/09/2008 às 14h17
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25/01/2008 01h12
Escolha e Curiosidade

Você deve estar se perguntando por quê tirei meu site do ar por tanto tempo.


Bem, aqui faço o que quero. Só não ofendo por política do Recanto e por índole, mas digo o que penso, o que quero, o que sinto. Afinal, sou livre para isso.


Tirei do ar por um tempo para ver até onde iría a santa curiosidade. Verdade! E descobri, entre muitos risos que a animação – ou seria o ânimo das ações – ficou em alta por isso. Bem, cá está novamente no ar o meu site. Divirta-se!


Ah, e se você pensa que por ser “espiritualizada” está acima de qualquer um, engana-se: no final, vamos todos para debaixo da terra! Hahahahahaha


Publicado por Fátima Batista em 25/01/2008 às 01h12
 
28/10/2007 02h38
Será pura imaginação?
Ou estou captando nuances de insegurança?

O ser humano é por natureza, inseguro. Mesmo no auge da felicidade vem sempre uma perguntinha: quanto tempo irá durar?

Se acontece alguma coisa errada, pergunta: O que ainda resta acontecer?

 

Quando a sementinha da insegurança é plantada, não adianta - ela germinará. E nas mentes mais fracas, tomará vulto. Mesmo para aqueles especialmente desenvolvidos, ela crescerá aos poucos.

 

É a mesma coisa que dizer: onde há fumaça, há fogo. Então, se alguém procura notícias sobre outrem, significa que a lembrança está ativa. E se este mesmo alguém fica, não diria incomodado, mas alerta à qualquer sinal de outrem, significa que esta lembrança é peremptória.

 

Seria minha imaginação dizer que:

 

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Você me mantém em seus pensamentos apesar de jurar de pés juntos que não?

Veja bem - este VOCÊ é genérico. Generalizado. Não pense que estou dizendo que - na verdade, tenho certeza que!

Preocupa-se com o que faço?

Preocupa-se por onde ando?

Com quem ando?

Liga para meus amigos por números de telefone que te dei há muito, muito tempo?

Quer saber notícias minhas?

Então,

sinto informar mas,

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Você

NÃO

ME

ESQUECE!!!!!!!

Publicado por Fátima Batista em 28/10/2007 às 02h38
 
11/10/2007 06h56
A vida não é assim


Quem eu posso ser além daquilo que nasci?
Recriar. Associar. Complementar. Tentar melhorar a cada dia, mas para mim mesma.
Olhar-me e sentir que sou o que quis ser. Se não na totalidade, mas pelo menos sem a perda tão comum dos próprios sonhos e da própria essência.

Posso crescer a cada dia, ou simplesmente sentar e ver a vida passar. A vida não é igual nem para mim nem para você. Posso amar ou odiar, apesar de preferir sem questionamentos, sempre amar.

Amar mesmo que não haja retorno. O retorno cabe a mim mesma criá-lo. Não viver de migalhas, mas aproveitar cada uma delas, mesmo que sejam um simples complemento da alimentação principal.

A vida não é igual. Sim, não é, porque se assim o fosse não haveria novidade, nem dor, nem alegria. Seria um simples marasmo.

Sinto saudades de tantas coisas. Algumas vezes a doer o peito, outras tantas a alegrar por te tido tanto a viver. Por ter me arriscado, por ter criado, por ter amado, por ter chorado - enfim, por ser quem sou. E tentar a cada dia, fazer da vida uma grande diferença. Mesmo que a relização não venha, mesmo que fique muito tempo perdida, jogada ao solo, saber que valeu a pena.


Publicado por Fátima Batista em 11/10/2007 às 06h56
 
07/10/2007 23h29
Onde está este criminoso?


No dia 7 de setembro, uma pessoa muito querida, que faz parte do meu dia-a-dia sofre um acidente.

Eram dez horas da noite e ele voltava para casa de bicicleta. Feriado, trânsito tranquilo. Foi atropelado. O motorista bateu na bicicleta por trás, jogou-o à distância e foi-se. Sabe-se lá para onde. Para os quintos dos infernos.

A bicicleta se partiu em duas. Seu braço em três. A bicicleta ficou jogada ao chão. Ele apoiou seu braço, ajeitou a mochila nas costas, recolheu os documentos  espalhados no chão, e caminhou por dois quilômetros, ladeira a cima, em busca de socorro. Graças á humanidade de pessoas em uma pizzaria, veio uma ambulância e o levou para o pronto-socorro. Não quis levar para o hospital do convênio. Não1 Ele era motorista do Estado, e portanto teria que levar para o Estado.

A uma hora da manhã do dia 08 fui chamada para ir pegá-lo no hospital. Em São Bernardo do Campo. Não sabia ao certo onde era. A rua não constava no guia, já velho. Consegui achar o endereço e o levei para casa. Mostrou-me a radiografia. Vi o úmero separado em três! Pensei em sair procurando um hospital, mas já eram três horas da manhã, e além de tudo estava medicado, sonolento e com o braço no gesso.

Dia seguinte, logo pela manhã, peguei-o e levei para um hospital do convênio em Santo André. Num olhar superficial para as radiografias o médico já disse ser necessário uma cirurgia.
Mas o interessante é que o atendente do Pronto-socorro havia dado uma guia de encaminhamento para ele ir, no dia seguinte, sábado, para outro hospital do Estado. Liguei para o dito hospital e a atendente me disse que só poderia ser atendido na próxima terça-feira!

Bom, na noite do dia 08/09 sofreu a primeira cirurgia. No dia 28 sofre a segunda. Infecção. Corria o risco de perder a primeira cirurgia, onde foram colocados duas talas de titânio (?) e dez parafusos! Desde então, está no hospital. Não pode sair por causa dos antibióticos. Já está afastado do trabalho há 30 dias.

E o cara que o atropelou? Será que este criminoso tem a mínima noção do que fez? Será que tem noção que outra pessoa está afastada há um mês do trabalho? que pode perder o emprego? Que correu o sério risco de perder o braço? Que poderia ter perdido a vida? Onde está este criminoso? Agora, o mais intrigante de tudo é que no exato local do acidente, tem uma câmera radar, onde se você passar de 70 será multado? Pra multar precisa câmera, e pra livrar pobres inocentes de motoristas assassinos não tem? Que cidade é esta? que país é este?

Fica aqui a minha revolta e o meu desejo que este motorista encontre um destino bem à altura do que ele fez!


Publicado por Fátima Batista em 07/10/2007 às 23h29



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