A ótica do poeta
Ver o sol, mesmo na escuridão
Ver a lua em noite nublada
Ver amor em olhos desconhecidos
Ver alegria na música jamais cantada
Andar pelas ruas cantando pedras e calçadas
Sentir o frio como se fosse uma praia ensolarada
Cair, levantar e se ver simplesmente a bailar
Nos tropeços que a vida dá!
Chorar pela ausência do amigo
Mesmo sabendo que ele irá voltar
Chorar pelo amor perdido
Mesmo que nunca o tenha sentido
Ver o mundo colorido
No prisma da gota da chuva
Sentir o cheiro do mar
Mesmo que lá nunca tenha ido
Andar descalço na relva molhada
Sentindo o frio do orvalho da madrugada
Mesmo estando no asfalto negro
Em qualquer esquina de ruas tumultuadas
E nas vitrines da vida
Sentir-se um Narciso na beira do lago
Imaginar-se refletido no espelho
Dos olhos do ser amado.
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 29/12/2006
Alterado em 08/12/2007
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